PROFFORMA

REVISTA ONLINE DO CENTRO DE FORMAÇÃO
DE PROFESSORES DO NORDESTE ALENTEJANO

 

 

 

 

 

N.23

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Não temos dúvidas que só colaborativamente, só tecendo teias e construindo  edes, podemos contribuir para a transformação do paradigma educativo que a modernidade exige.

O ano letivo de 2018/19 vem, pois, convocar-nos para diferentes pensares, distintos fazeres e novos sentires. A PROFFORMA, neste primeiro número, pretende dar destaque ao processo de autonomia e flexibilidade curricular, afinal, o processo de transformação da realidade educativa que vinha sendo anunciado já em 2017.

Este é o tempo da aparentemente paradoxal união de diferenças. É o tempo, real e efetivo, de uma Escola para todos, porque de todos. É o Tempo de abrir a sala de aula, de deitar paredes e muros abaixo, de criar diferentes ambientes de aprendizagem, de desenvolver novas dinâmicas, de olhar (finalmente) a sala de aula como um laboratório de transformação social na persecução da meta de um mundo civilizado e humanizado.

In EDITORIAL PROFORMA, nº 23, Luísa Moreira

Entrevista

A transferência de competências em Educação para as autarquias está aí mesmo ao virar da esquina e surge como uma inevitabilidade em Janeiro 2021. A sensibilidade generalizada dos professores sobre o processo é de desconfiança, mas é importante conhecermos também a sensibilidade dos autarcas relativamente a este assunto. Fomos ouvir o Secretário Executivo da Comunidade Inter Municipal do Alto Alentejo, o Prof. Carlos Nogueiro, que, de forma clara e esclarecida nos fala sobre este processo: “Certamente não será, no imediato, um processo fácil, pelo nível de ruído que poderá introduzir nos processos de responsabilização política – planeamento e execução de medidas de gestão e administração – esperando-se muitos constrangimentos, nomeadamente de carácter financeiro e de afectação e gestão de recursos humanos.

Uma questão complexa, mas que não pode deixar de ser encarada como um caminho a percorrer e que, aliás, a recente produção legislativa do governo central sobre a flexibilização dos currículos, acaba por, lato sensu, contemplar, porquanto introduz possibilidades imensas de incorporação das idiossincrasias territoriais nos projectos educativos em cada agrupamento escolar”. Vale a pena ler toda a entrevista!...

 

Educar Sempre

Os CFAE como expressão da vontade dos docentes, um artigo de opinião fundamentada na pesquisa e reflexão do Prof. Miguel Castro, que nos traz um balanço histórico sobre a formação contínua de docentes, com um enfoque particular no CEFOPNA;

.A Prof.ª Beatriz Carrilho fala-nos d’ “O Nosso Caminho” percorrido pelo Agrupamento nº 3 de Elvas, durante o ano-piloto de aplicação da Autonomia e Flexibilidade Curricular naquele Agrupamento de Elvas. Uma experiência que vale a pena conhecer; .José Alberto Fateixa, actualmente membro da Estrutura de Missão do PNPSE, tem um percurso importante como autarca e como educador e professor! É para nós muito importante acompanhar a reflexão que ele faz sobre os processos que hoje se vivem na Educação: “Educação, um território de convergência e uma convergência no território” é um contributo importante para a nossa própria reflexão;

O combate ao insucesso e abandono escolares tem vindo a congregar esforços de todos os quadrantes da sociedade, desde as escolas às autarquias; tem consumido recursos dinheiro e esforços. E afinal, o que temos vindo a conseguir? Estamos a ter resultados? Teodolinda Magro, membro da Estrutura de Missão do PNPSE, faz-nos a fotografia do que se passa no Alto Alentejo, em “Desafios da Educação na Comunidade Inter Municipal do Alto Alentejo”;

.Finalmente, João Carlos Sousa, Representante dos Diretores de CFAE do Norte, fala-nos do XIV Congresso dos CFAE, que decorreu em Outubro, em Santo Tirso, o momento, por excelência, de encontro e reflexão dos Centros de Formação de Associação de Escolas, e que, mais uma vez, deixou bem patente a vitalidade dos CFAE na Educação do nosso país. 

 

Crónicas de Aprender

Perguntaram. Eu conto: “Às vezes, confesso, tenho saudades da Escola. Mas sempre recordo, com imenso carinho, a minha entrada na primeira sala de professores dos meus 40 anos de docência. Ainda tenho na memória, bem vivo, o cheiro forte da sala misturado com cigarros e com charuto!”… As recordações de um professor (MDM) que já deixou a sala dos professores há algum tempo…

 

E ainda o imperdível CARTOON! Do Quim Ferreira

 

 

 

Publicação Trimestral do CEFOPNA
Centro de Formação de Professores do Nordeste Alentejano
Dezembro de 2018